Influência do tempo de ozonólise no processo de ozonização de óleo vegetal utilizado para o reparo de pele

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Data

2023

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Universidade Brasil

Resumo

Lesões cutâneas, que são interrupções na continuidade das camadas da pele, afetam significativamente a qualidade de vida tanto de humanos quanto de animais. Essas lesões também implicam em altos custos para a rede de saúde pública e gastos consideráveis em clínicas e hospitais veterinários. Dado esse contexto, este estudo objetivou avaliar a influência do tempo de ozonólise durante o processo de ozonização do óleo de girassol com fluxo de O2 de 3L/min em uma concentração de O3 = 41,6 g/m3 no estímulo do reparo de feridas dérmicas em animais. Foram utilizados 35 ratos Wistar machos, que tiveram feridas induzidas por um punch de 10 mm. Estes foram distribuídos em grupos: controle (sem tratamento), e grupos tratados com óleo de girassol ozonizado por 30, 60, 90 e 120 minutos. Em cada lesão, foram administrados 80 uL do óleo ozonizado topicamente por 10 dias consecutivos. Na avaliação macroscópica, nenhum animal apresentou sinais de odor, necrose, fibrose ou presença de líquido na lesão. A análise do índice de reparo indicou que todos os grupos tiveram a mesma redução percentual da área lesionada. Similarmente, a análise histológica não mostrou diferenças no processo de reparo entre os grupos. A espectroscopia Raman diferenciou com sucesso a pele lesionada da pele saudável, mas não conseguiu distinguir entre o grupo controle e os grupos tratados com óleo ozonizado. Conclui-se que o tempo de ozonização do óleo, até 120 minutos, não alterou de forma significativa as estruturas químicas da pele nem estimulou seu reparo.

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Palavras-chave

Ozônio, Reparo tecidual, Feridas

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